Localização
Eugaria, freguesia de Colares
Memória descritiva
A poucos quilómetros de Sintra, na encosta do ameno vale de Colares «que vay acabar junto do Oceano, (...) um dos valles de mais renda, que do seu tamanho ha em toda a Espanha, por ser todo povoado de viçosas arvores de excellentes frutas de toda a casta, tam bastas entre si, que servem de recreação à vista com a variedade das folhas, de que estão revestidas, & diversidade de cores, sendo todas verdes» (Costa, 1712, I II: 46), na localidade de Eugaria. situa-se o Convento dos Carmelitas Calçados de Santa Ana (hoje propriedade particular), interessante exemplar de arquitectura maneirista da primeira metade do século XVII e de decoração já de carácter barroco.
Entra-se para o convento por um átrio localizado a Norte, na correnteza da igreja, para a Casa da Portaria, uma ampla sala rectangular abobadada, que dá acesso ao claustro maneirista, «hum claustro perfeitamente quadrado, com boas columnas de pedra» (Stª Ana, II, 1751: 123), de ordem toscana. Os alçados do claustro são constituídos por três arcos de volta perfeita que assentam sobre quatro colunas, duas das quais, as dos extremos, aparecem adossadas aos pilares de esquina. Numa zona da serra em que o sol permanece por mais tempo e com maior intensidade, livre dos nevoeiros que inesperadamente assolam a parte da Vila de Sintra, este claustro, de uma tipologia que apesar de tudo não deixa de evocar o renascimento, possui um ordenamento e uma espacialidade arquitectónica embuída da ideia mediterrânica de horto (H. Correia, 1991), realçada pela afirmação de um beiral avançado; de resto, refere Frei José de Santa Ana em 1751, que as colunas do claustro cercavam «algumas arvores de espinho», estas marcando, inequivocamente, a dimensão sagrada e penitencial deste horto.
Deste primeiro claustro se alcança a Capela da Sacravia, maneirista, de vincado gosto italianizante, de abóbada de berço com caixotões rematada, na parede testeira, por um altar decorado com volutas que lembram as das igrejas jesuíticas. As suas paredes são totalmente forradas com azulejos de dois tipos: de "caixilho singelo" (branco e azul) e de "jóias" (amarelo e azul sobre fundo branco), esta última tipologia em muito semelhante à que se encontra na Igreja de São Roque de Lisboa (Barreiro, 1915: 163). Nesta capela esteve sepultado um célebre carmelita. Frei Estêvão da Purificação e, na parede do Evangelho, lê-se, numa lápide, o nome dos instituidores da capela:
HESTA CAPELLA HE DE ANTONIO TRANCO S0 CORREA E DE SVA MOLHER MARIA IACOME A QVAL ELLES FIZERAÕ A SVA CVSTA E A DOTARAÕ DE RENDA E FABRICA CÕ OBRIGACAÕ DESTE CÕ VENTO LHE DIZER TODAS AS SOMANAS DO ANNO HVA MISSA DAS CHAGAS E HUA CANTADA PELOS SANTOS PERA SEMPRE ERA DE 1612
Fronteira à Capela da Sacravia, localiza-se a sacristia, sala ampla e bem iluminada, de abóbada de berço, onde existem ainda o móvel onde outrora os frades guardaram os paramentos — de que fazem parte quatro tábuas pintadas com a representação de Santa Ana, São Joaquim, São Francisco e Santo António, tendo ao centro, num nicho semi-circular, uma escultura de São Pedro — e um conjunto de pintura sobre madeira, do século XVII, com cenas da vida de santos, sobre um cadeiral. Nas paredes dos topos, duas telas figuram Nossa Senhora com o Menino Jesus e dois frades (parede testeira) e um Presépio. Esteve ricamente paramentada esta sacristia segundo o que escreveu Frei José de Santa Ana a meio do século XVIII: «todas as suas paredes se achaõ cobertas de paineis, e singulares laminas, que lhe servem de permanente adorno. Os caixoens são bem obrados, e tudo o que nelles se guarda para ornato da Igreja, e ministerio dos Altares, he perfeito» (St.a Ana. 1751, II: 124).
No mesmo corredor a partir do qual se entra na Capela da Sacravia ou na sacristia, está uma porta para ligação interna à igreja conventual. Continuemos, porém, a percorrer as várias dependências monacais antes de aí nos determos.
O segundo claustro, «que em comparação do primeiro he mayor, mais alegre, e mais regular (...), com columnas de pedra bem lavradas entre distintos arcos, sobre cada hum dos quaes ha uma janella rasgada» (St. Ana, 1751, II: 124). é um típico claustro maneirista de dois pisos — de alçados tripartidos por dois contrafortes entre os quais se inscrevem dois arcos redondos sustentados por uma coluna de vulto pleno e duas embutidas (piso térreo), e janelas de varanda que se abrem entre os contrafortes e que formam a galeria superior que dá para as celas. Uma fonte redonda ao centro e o jardim de «muitas flores sobre curiosos alegretes» (Sta Ana, 1751, II: 124) que em tempos existiu, voltam a confirmar a feição mediterrânica destes claustros que quase se comportam como "pátios".
Numa das galerias do claustro maior situa-se a Capela de São Pedro, com um magnífico altar de talha dourada e forrada, até aproximadamente a meia altura das paredes, por painéis de azulejos de pintura azul figurando a aparição de Nossa Senhora a um monge carmelita vendo-se, ao fundo, uma igreja em construção que poderá representar, porque se não parece, uma alegoria à edificação do cenóbio do Carmo de Colares. Estes azulejos foram datados dos primeiros anos do século XVIII e com uma possível atribuição a António Pereira ou António de Oliveira Bernardes (Santos Simões, 1979: 320).
É na galeria superior que se situa a cela de Frei Estêvão da Purificação, transformada em capela dedicada a Nossa Senhora e que foi ricamente decorada por volta de 1700, no tempo do provincial Frei João Baptista Rufino. Foi então «cousa tão rara, que os mais peritos Artifices se admiraõ de ver a singularidade do debuxo, e a subtileza do pincel» (Stª Ana, 1751, II: 125). No mesmo lanço desta, na última cela, situava-se a Livraria do Convento. No "Dormitório alto", as celas foram ocupadas hierarquicamente: no lanço poente as da comunidade religiosa sendo a primeira a do prior do convento; no lanço meridional está a casa chamada do fogo; e no lanço setentrional as dos noviços.
É de referir ainda, entre as dependências conventuais, o refeitório — com painéis de azulejos do século XVIII —, que dá para o jardim; e a Sala do Capítulo, que serviu também de cemitério para os frades conventuais e onde está sepultado Frei Estêvão da Purificação.
Este jardim tem a particularidade de ser o local onde existe a cruz que serviu de inspiração a Alexandre Herculano para o seu célebre e último poema A Cruz Mutilada, datado pelo escritor de 8 de Outubro de 1849. Na peanha desta cruz, um marco territorial, podem ler-se as quatro seguintes inscrições:
O BISPO D ~ F CHRISTOVÃ . MONIS RELIGIOZO . DO CARMO . SAGROV ESTA IGREIA. THE ESTE . LVGAR. NO ANNO . DE 1528 DAQVI . FRONTEIRO DA PARTE. DIREITA THE. O CAMINHO DA VILLA. Pª GIGA ROS . HE. D . S . ANNA CVIO . CAMINHO SERVIA. NO ANNO . DE 1556 DAQVI , Pª BAIXO PARTE. S. ANNA. CÕ MELIDES . E. AQVI . FOI O ADRO. DO PR° ORATORIO . DESTE CÕVENTO. CVIA. FVN DASAM TEVE . PRINCI PIO. NO ANNO. DE 1457
O PE. MESTRE. F. HIE RONIMO . COELHO MANDOV . RENOVAR ESTA. MEMORIA Pª LEMBRANÇA DO QVE. ESTAVA IA. ESQVESIDO NO ANNO . DE . 1696.
A igreja conventual, com acesso interior pelo corredor da Sacravia que desemboca no claustro grande e exterior pela fachada principal, é um templo de nave única, com uma profunda capela-mor e duas capelas laterais que formam um falso transepto. Trata-se, na prática, de uma igreja em cruz latina, com abóbada de berço, que concretiza uma tipologia característica da arquitectura da ordem carmelita, diferente, todavia, dos templos dos carmelitas descalços (H. Correia, 1986, 6: 126) e na circunstância de um cenóbio rural. Mas a própria fachada, embora tardia e exibindo já os valores decorativos barrocos, mantém, na empena triangular e nas três janelas em que a central é mais elevada, esta influência. O programa estilístico, todavia, é percorrido por valores maneiristas - repare-se, por exemplo, nas pilastras toscanas das capelas laterais e na cimalha que percorre toda a nave.
Na capela-mor, o retábulo barroco de trono sob um arco perfeito, tem ao centro as esculturas de Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ladeados de Santa Ana e São Joaquim e, num plano mais elevado, entre colunas de capitéis coríntios, as estátuas de Santo Elias e de Santo Elíseo, sendo o conjunto iconográfico rematado por duas representações escultóricas de Santa Teresa de Jesus segurando o cálice do sangue de Cristo e Santa Margarida de Pazzi. Este retábulo é proveniente da capela de Santa Ana do Convento do Carmo de Lisboa (St.ª Ana, 1751, II: 117). Por escritura de contrato de 23 de Agosto de 1612, D. Dinis de Melo e Castro assegurou para si e para os seus herdeiros o padroado desta capela. Aqui está este prelado sepultado, em campa rasa, com a inscrição:
Sª DE DOM DENIS DE MELO DE= CASTRO FILHO DE FRco DE= MELO DE CASTRO . E. DE DONA BRITIS NOBRE BISPO Q FOI DE LEIRIA E DE VIZEU E= DA OVARDA DO CONSELHO SVA MGde E REGEDOR DESTE REINO DE PORT VGAL FALc° A= 25 DE DEZEMBRO DE 1640
Em sepulturas rasas estão ainda sepultados nesta capela outros membros da família Melo e Castro:
H.S.E F . EMMANVEL DE MELO DE CASTRO, ET D. BEATRICIS NOBILIS, DILECTVS FILIVS RE LIGIONE, VIRTVTE, AC IN SVOS SINGVL= ARI PIETATE HANC SEPVLTV= RAM SIBI SOLI A(ED)IFI CAV IT. D . 1 . 6 . 3 . 8.
Nas paredes da capela, inscritos entre arcos de alguma profundidade, estão os mausoléus de Brás Correia (do lado do Evangelho) e de D. Pedro de Castro (do lado da Epístola), com as respectivas inscrições tumulares:
ESTA CAPELA HE DE BRAS CORREA NOBRE E NELLA SE DIS POR SVA ALMA HVA MISSA COTEDIANA CÕ SEV RESP° HE PERA NO ENTERRAR A MANDOV FABRICAR E ORNAR E DOTOV DE. 50. MIL. RS DE RE DA DINIS DE MELLO DE CASTRO SEV HERDEI RO A Q PERTÊCE HO PADROADO E A SEVS HER Dºs HE TODO HO MAIS DRtº Q SE CÕTE NO CON TRtº Q FES CÕ OS RELIGos DESTA CASA Q ESTA NO SEV CARTRO) E NA TORRE DO TOMBO.
D . O . M. PETRO DE CASTRO DNO DE FERRª, SANGVINHEDO PARADA IESTOSO CARTEL PAM DE FREITAS, CEIXIL. PRAEFECTO ARÇIS DE MELGAÇO, ET CASTRO LEBOREIRO,. Ã PROAVIS HABITIS CONIVGI D BE ATRICI DE MELLO FILIO FRANCISCO DE ME LLO EIVQ VXORI D BEATRICI NOBILI NE POTIBVS EMANVELI, ET IOANNI DE MELLO DIONISIVS DE MELLO DE CASTRO AVO INTEGERRIMO PATRI OPTIMO FRATRIBVS . DESIDERATISSIMIS M . F.
As capelas que formam o falso transepto são da invocação de Cristo, no lado do Evangelho (esta capela foi até 1 706 de Santa Ana, data em que a escultura com a sua representação foi trasladada para o trono do altar-mor) — de que são senhores do padroado, por escritura de 30 de Janeiro de 1614, António Rodrigues da Rocha e sua mulher Leonor Coelho (sepultados na nave) —, e de Santa Luzia e cujo padroado é de Brites Vaz como pode ler-se na inscrição que lá foi aposta:
CAPELLA DE BRITIS VÁS COM MISSA DE OBRIGAÇAÕ CONFORME AO CON TRATO A QVAL PAGOV DOTOV E FABRI COV DA SVA TERÇA A MAIS FAZEDA E ERDOV ESTE MOSTro POR PARTE DE SEV Fº O PR FR COSME DOS Stos FALECEO A 7 DE MAIO DE 1614
Esta igreja possui ainda, na parede do Evangelho da nave, um exuberante púlpito barroco de bem já adiantado século XVIII e, pelas paredes, longos painéis de azulejos azuis e brancos, da segunda metade do século XVII, com a representação de torcidos, golfinhos e plantas.
Antes do resguardo do século XVIII, sob o coro, o chão da nave da igreja está pejado de campas rasas com inscrições, onde acham sepultados benfeitores do convento, um cavaleiro fidalgo da casa do rei D. Manuel, capitães da vila de Colares. juízes e um dos mestres de obras do templo.
Memória Histórica
O Convento de Santa Ana do Carmo de Colares é o segundo convento da ordem carmelita em Sintra, depois da tentativa falhada de construção de um primeiro cenóbio no termo da vila.
O primeiro convento foi fundado por Mestre Henriques, físico do rei D. Duarte. Mestre Henriques, não tendo herdeiros e sendo um devoto da ordem carmelita, pediu ao rei licença para instituir um convento num casal que possuía no termo de Sintra, o Casal da Torre, antes chamado de Miguel Joannes. Antes da licença régia, concedida por carta passada em Lisboa a 14 de Novembro de 1436, o físico havia já fundado uma pequena capela a que chamava Oratório. Necessitando das rendas do casal para manter o seu estatuto social de físico do rei e não podendo, pelas funções, ausentar-se da corte de maneira a acompanhar as obras do futuro cenóbio, Mestre Henriques explicitou no seu testamento que a nova casa religiosa só começaria a ser construída após a sua morte. Com estas disposições concordou o então provincial da ordem, Frei João Manuel, bispo de Ceuta, que aceitou também ser o seu testamenteiro.
Morto Mestre Henriques em 1449, Gonçalo Pires Boto, procurador do provincial, veio ao casal para tomar a sua propriedade. Tal apenas se verificou quando os carmelitas foram detentores da autorização da rainha D. Isabel, mulher de D. Afonso V (1438-1481), uma vez que Sintra e o seu termo pertenciam à Casa das Rainhas de Portugal. Em 1450, a herdade, os seus bens e as suas rendas entraram na posse do Convento do Carmo de Lisboa, tendo Frei Constantino Pereira, sobrinho do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, sido escolhido para fundar o novel convento.
O lugar do Casal da Torre em breve todavia se mostrou inóspito, «assim pela esterilidade da terra, só própria de pão, e de gados, como pela falta de visinhos, que se podessem aproveitar das doutrinas dos Religiosos (...) [e] por ser totalmente desabrigado [pois] nelle reinaõ com irreparavel furia os ventos, que saõ nocivos á saude» (St." Ana, 1751, II: 96). A construção do convento, ao tempo resumida à igreja — que ainda hoje existe—, foi interrompida e, por doação de um terreno num lugar chamado Boca da Mata, pertença de Sebastião Vaz e de sua mulher Inês Esteves, em 1457, os religiosos carmelitas calçados transferiam-se para o sítio onde hoje está o cenobio, «ficando pois o Convento no mais proporcionado lugar, que para elle se descobrio (...), [a Serra que] apparece por alli ornada de muitas arvores silvestres com gratas verduras, por causa da abundancia das aguas, que se despenham, regando muitas produçoens» (St.a Anna. 175 1. II: 114).
A partir de 1457, o fundador Frei Constantino Pereira (m. l 464),. Frei João de Santa Ana e os outros religiosos desbastaram mato, plantaram árvores de fruto e construiram a cerca e um pequeno oratório da invocação de Santa Ana. Impossibilitados de construírem um convento adequado e para o qual já havia sido delineado um plano entre 1457 e 1463 - segundo informa Frei José Pereira de Santa Ana (1751, II: 03) -, tornava-se vital uma fonte de rendas para o eleito pelo que, em 1487, Frei João Dias, provincial da Ordem, doa ao convento de Colares o Casal da Torre que era pertença do convento de Lisboa. Novos meios ficaram à disposição do novo convento a partir de l508, quando um dos frades carmelitas de Colares, Frei João de Santa Ana, é eleito provincial da ordem e as esmolas recolhidas cm Cascais e em Sintra que davam entrada no convento de Lisboa são transferidos para o de Colares.
Depois da resolução de problemas legais de atribuição do senhorio das terras após a morte de Frei Constantino, a infanta D. Brites, mãe do rei D. Manuel e Senhora da vila de Colares, concedeu aos carmelitas, em 1498, as terras que lhe haviam sido solicitadas por Frei João Namorado, assim como em 1497 a mesma infanta havia dado ao convento a mercê de não pagarem as «novidades» da primeira sesmaria. O rei D. Manuel, em 1519, concede-lhes a mercê de possuírem bens doados até ao valor de trinta mil réis, apesar de viverem em terras pertencentes ao reguengo da Coroa. À manutenção dos cultivos era essencial a água: D. João III, em 1556, dá-lhes autorização para utilizarem a água que abastecia a vila de Colares às segundas e terças feiras e Filipe III de Espanha (II de Portugal) concede-lhes em 1605 o usufruto de uma nascente serrana que passava junto à cerca e de que se aproveitavam também os frades do convento capucho.
O abandono do convento do Casal da Torre não se solucionou, todavia, do ponto de vista eclesiástico e os problemas que colocou prolongaram-se até 1542, data em que um breve do papa Paulo III — no qual se refere que «o tal edifício [o do casal da Torre] teve principio, nunca nella se bolio mais; antes dentro das paredes, que haviaõ de servir para a Igreja, està um curral de gado, sem que jamais nesse lagar se chegassem a celebrar os Oficios Divinos» — transfere as obrigaçoes, nomeadamente a da missa por alma de Mestre Henriques do primeiro para o segundo convento.
A construção do convento tal como está hoje, apesar da sagração da igreja em 1528 pelo bispo D. Frei Cristóvão Moniz, carmelita, decorreu sobretudo durante o século XVII e sob o patrocínio mecenático de D. Dinis de Melo e Castro, doutor em Direito Canónico pela Universidade de Coimbra. Desembargador da Relação do Porto, da Casa da Suplicação e do Paço, Bispo de Leiria, de Viseu e da Guarda e Regedor das Justiças.
Na capela-mor da igreja do convento, construída a suas expensas, estão sepultados outros membros desta família insigne: D. Pedro de Castro, seu avô, alcaide-mor de Melgaço; D. António de Melo e Castro, seu irmão, Vice-rei (1662-66) e Governador (1668-71) da Índia: e D. Caetano de Melo e Castro, seu sobrinho-bisneto, Governador de Pernambuco, no Brasil (1693-1702) e Vice-rei da Índia (1702-7).
In "Sintra Património da Humanidade"
|