Consolidando a tradição de oferecer ao público a possibilidade de apreciar alguns dos mais prestigiados valores artísticos que ilustram os palcos europeus, o Festival de Sintra apresentou 15 concertos de música erudita e 12 actuações de bailado de excelência
O Nederlands Dans Theater II (Holanda) abriu a 39ª edição do Festival de Sintra, a 18 de Junho, no Centro Cultural Olga Cadaval, com obras de Jirí Kylián, Paul Lightfoot, Sol León e Johan Inger. Um notável programa desenhado por grandes coreógrafos, apresentado por uma companhia de bailarinos muito jovens, de talento inquestionável e com um futuro promissor. O Festival de Sintra concretizou este ano a sua trigésima nona temporada, sob a direcção artística de Luís Pereira Leal (Música) e Vasco Wellenkamp (Bailado). Decorreu durante os meses de Junho e Julho e, como habitualmente, as suas apresentações tiveram lugar em alguns dos mais emblemáticos espaços do município: Palácios Nacionais de Queluz, Sintra e Pena, Quinta da Piedade e Quinta da Regaleira. Esta edição contou ainda com a inclusão dos jardins de Seteais como palco para a realização de concertos integrados no ciclo de Música. O Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval será palco de todo o ciclo de Bailado. Na programação musical escolhida para esta edição, é de salientar a participação do pianista franco-libanês Abdel Rahman El-Bacha que apresentou a obra integral de Chopin que não era apresentada em Portugal desde 1972. Este ano, o festival contou ainda com a presença de grandes talentos nacionais como Artur Pizarro, Luísa Tender e Pedro Burmester. A nível internacional são de salientar as participações de Nicholas Angelich, considerado um notável intérprete do repertório clássico e romântico, e ainda de um dos mais respeitados artistas entre os pianistas: Grigory Sokolov. No Bailado, a programação primou pelo seu ecletismo. A selecção das companhias ficou a cargo do novo director artístico de Bailado, Vasco Wellenkamp, que conseguiu reunir, num ciclo uno e coerente, grandes e consagrados nomes, como as estrelas do Royal Ballet, e os novos valores do mundo da dança, como é o caso da companhia brasileira RAÇA. A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo fez a estreia absoluta de uma nova versão do bailado “Amaramália”, com coreografia de Vasco Wellenkamp. Uma homenagem à voz que elevou o Fado à universalidade: a voz de Amália. A Compañía Nacional de Danza 2, dirigida por Nacho Duato, um dos mais reputados coreógrafos internacionais, trouxe a Sintra as suas mais recentes coreografias. Esta companhia apresenta um grupo de jovens bailarinos, seleccionados entre os melhores do mundo, com um elevado rigor técnico e com a vitalidade própria da idade.
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