Com o objectivo de divulgar a cultura Al Andaluz e recuperar a prática de convivência entre as grandes religiões monoteístas, a Câmara de Sintra realizou a 9 e 10 de Junho um mercado e uma ceia moura
No mercado mouro, que decorreu no Largo do Palácio da Vila nos dias 9 e 10 de Junho, das 10H00 às 24H00, o público pôde apreciar uma decoração e um ambiente de acordo com o usos e costumes árabes. Os artesãos, com as respectivas indumentárias, representaram o fazer dos seus ofícios e o comércio dos seus produtos, num mercado que se caracterizou pelas tendas de lã de camelo, colocadas lado a lado, e onde os homens de “djelabas”, “caftans” e “medjibouds” emprestaram todo o exotismo do mundo árabe. As “chalciras” em latão, os tabuleiros, o chá de menta, os lenços, as jóias e os tapetes coloridos fizeram parte de todo este cenário, sem esquecer as essências, os perfumes de jasmim, sândalo, musgo e âmbar. Tudo isto ao som de instrumentos, em ritmos hipnóticos, embalados pela “darbouka” e pelo alaúde. Foi uma interessante viagem a um passado que também pertenceu a Sintra. Isto porque uma parte da memória portuguesa, e também Sintrã, ainda é povoada por mouros, por encantamentos, topónimos e gastronomias que fazem parte do nosso quotidiano. Toda esta ambiência culminou numa ceia moura realizada a 10 de Junho no Castelo dos Mouros, onde foram servidas iguarias daquela época e onde os participantes envergaram vestes tradicionais árabes.
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